A condição "sine qua non" de ser português, é ser má-lingua.Honra às excepções!
Dizer mal dos amigos, do país, do clube futebolístico adversário, dizer até mal da família e de si próprio, quando não há mais ninguém à mão, é um exercício que os portugueses praticam com o maior prazer.Os portugueses, comigo incluido, claro,porque honestidade não é só respeitar os bens alheios. Saber admitir os defeitos,por muito que custe ao ego, faz parte de uma prática que deve ser escrupulosamente seguida.
Cá por mim, dou o..e oito tostões por um bom momento de má-lingua. Não é crítica, não senhor, é mesmo "fofoca",como dizem os brasucas.Crítica é outra coisa. Há quem goste de dizer:"crítica construtiva e crítica destrutiva". Nada disso!Não misturar as coisas.A crítica é sempre construtiva!Se eu disser bem de determinada coisa, estou a fazer crítica construtiva, mas se disser mal, já é destrutiva?Bolas para quem pensa assim!Erros toda a gente faz e chamar a atenção para eles, é um acto construtivo.
Por exemplo,as obras que estão a decorrer no centro da vila, são passíveis de contestação.É um direito que assiste a toda a gente.Se são oportunas em tempo de crise,se a Praça bem podia dispensar este desvirtuar radical da sua estrutura,são opiniões válidas, é uma crítica á decisão da autarquia.Tudo bem!Mas se eu disser que o responsável é megalómano,gosta muito de obras de fachada,a decisão vem na sequência de outra Praça que não tem qualquer serventia,já é ser má-lingua!E má-lingua viperina, que ainda é mais!Já para não falar de outra coisa..!Que diabo, o senhor até tem feito obras meritórias,como montes de cimento e tijolo por tudo quanto é sítio.Está bem,toda essa gente só cá vem dormir.Também, não se pode ter tudo!
E dizer que o comércio central vai acabar,porque sem movimento automóvel no perímetro da Praça,as pessoas não frequentam lojas,é maledicência.Andem a pé,que faz muito bem à saúde!Ponham os olhos naqules grupos de pessoas que,depois de jantar percorrem quase em passo de corrida as ruas,a fim de recuperar uma forma física já difícil(ou impossível)de alcançar.A propósito,ainda um destes dias ouvi na TV um "expert"dizer que andar muito após as refeições,faz mal.Mas eles lá sabem!Não é que o passeio sirva para ir pondo a conversa em dia.À velocidade a que se deslocam,até as palavras se perdem.Além do fôlego,claro!
Já agora,mais uma maldadezinha.As escolas dispersas pelo concelho foram reunidas em blocos educacionais,um perto do campo da bola e o outro ao lado da GNR.Até aqui,tudo certo.Mas vamos lá a ver,nos tempos que correm,com tanta malandragem à solta,os encarregados de educação dos alunos optam por ir buscar a suas crianças,de carro,evidentemente.E param onde?Junto ao campo,só se for em cima do passeio.O pior são as multinhas passadas por agentes solícitos.E na Fernando Namora,resolveram pintar faixas amarelas junto aos passeios,que é como quem diz,quem for buscar os miúdos,estaciona a milhas de distância.
Agora também fiquei com um raio de um dilema:isto é crítica,ou má-lingua?Não há dúvida,é má-lingua.Então eles não sabem o que fazem?Por isso é que o povo os escolheu!Ou não foi?Sei lá,isso agora não importa.Antes que me perca em filosofias baratas,deixem-me praticar mais um pouco de acupunctura,quer dizer,espetar mais algumas agulhinhas(não doem,pois não?).Agora que o trânsito se faz com muita dificuldade dentro do burgo,é que damos valor à circular.Isto é,daríamos, se ela não fosse cair no labirinto do mercado às terças e sextas e numa vereda com trânsito nos dois sentidos,quando nem um comporta.Pronto,de novo a história da Praça!Será que não era mais bem empregue o dinheiro lá gasto,na melhoria de acessos à vila?Pergunta inocente.Sim,porque eu não sou "fofoqueiro".Quer dizer, se calhar,até sou.Pelo menos comecei logo por confessar esse pecado!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
CRÓNICA-A DETESTÁVEL VUVUZELA
Odeio a vuvuzela! Porque detesto a estupidez e é, no mínimo,estúpida a forma como está a ser abusada a corneta neste Campeonato de Futebol.
Se eu mandasse,o abominável canudo era destruído à porta dos estádios.De cá,porque estou mesmo a ver que a moda vai pegar e brevemente teremos o irritante zumbido a substituir os habituais cânticos clubisticos(de passagem,alguns também muito estúpidos)
Mas se fosse eu a mandar, não garanto que evitasse as tomadas de posição falhas de inteligência e bom senso.Se calhar,com o meu provincianismo bacoco,quem sabe se iria dar um passeio com a família, só para não estar presente na cerimónia fúnebre de alguém que, não sendo da minha particular simpatia,fosse considerada importante pelas pessoas cultas cá da terra.
Não sei porquê,lembrei-me agora de Saramago! E apercebi-me como a História é por vezes irónica!
O nosso pequenino País,além das sempre cantadas batalhas de outros tempos e o rasgar de rotas marítimas abrindo caminho para descoberta de novas terras,tem ainda aquilo que muitos países desejariam:dois(2)Prémios Nobel!
O primeiro foi atribuido ao Professor Egas Moniz,em 1949.Salazar,incompatibilizado com o agraciado,procurou sempre minimizar o feito.Nada a estranhar!
O segundo, deu ainda mais honra,por ser literário e foi atribuido a José Saramago,apesar do voto negativo de certo mesquinho político,responsável pela cultura do País(toda a gente sabe quem é Saramago,mas desconhece o insignificante Lara).
O mundo rendeu-se ao génio literário de Saramago,concordando ou não com as suas opções políticas.
No funeral do escritor,esteve o povo e várias individualidades portuguesas e estrangeiras.
Menos a figura que se impunha!
Ninguém esperava que em pleno século XXI um Chefe de Estado, ainda por cima democrata(?),recusasse estar presente nas exéquias de um vulto que orgulha o País.
Honra ao Presidente da Câmara de Lisboa,presente e participante na manifestação de homenagem.Cumprindo o determinado pela Presidência da República,mandou colocar a meia haste a bandeira nacional nos edifícios oficiais do município.Um "esquecimento" do seu congénere e "camarada" cá do burgo!
Sempre ouvi dizer:"As atitudes ficam com quem as pratica"
Felizmente atitudes como as que referi,são como"vozes de burro,não chegam ao céu"!
Se eu mandasse,o abominável canudo era destruído à porta dos estádios.De cá,porque estou mesmo a ver que a moda vai pegar e brevemente teremos o irritante zumbido a substituir os habituais cânticos clubisticos(de passagem,alguns também muito estúpidos)
Mas se fosse eu a mandar, não garanto que evitasse as tomadas de posição falhas de inteligência e bom senso.Se calhar,com o meu provincianismo bacoco,quem sabe se iria dar um passeio com a família, só para não estar presente na cerimónia fúnebre de alguém que, não sendo da minha particular simpatia,fosse considerada importante pelas pessoas cultas cá da terra.
Não sei porquê,lembrei-me agora de Saramago! E apercebi-me como a História é por vezes irónica!
O nosso pequenino País,além das sempre cantadas batalhas de outros tempos e o rasgar de rotas marítimas abrindo caminho para descoberta de novas terras,tem ainda aquilo que muitos países desejariam:dois(2)Prémios Nobel!
O primeiro foi atribuido ao Professor Egas Moniz,em 1949.Salazar,incompatibilizado com o agraciado,procurou sempre minimizar o feito.Nada a estranhar!
O segundo, deu ainda mais honra,por ser literário e foi atribuido a José Saramago,apesar do voto negativo de certo mesquinho político,responsável pela cultura do País(toda a gente sabe quem é Saramago,mas desconhece o insignificante Lara).
O mundo rendeu-se ao génio literário de Saramago,concordando ou não com as suas opções políticas.
No funeral do escritor,esteve o povo e várias individualidades portuguesas e estrangeiras.
Menos a figura que se impunha!
Ninguém esperava que em pleno século XXI um Chefe de Estado, ainda por cima democrata(?),recusasse estar presente nas exéquias de um vulto que orgulha o País.
Honra ao Presidente da Câmara de Lisboa,presente e participante na manifestação de homenagem.Cumprindo o determinado pela Presidência da República,mandou colocar a meia haste a bandeira nacional nos edifícios oficiais do município.Um "esquecimento" do seu congénere e "camarada" cá do burgo!
Sempre ouvi dizer:"As atitudes ficam com quem as pratica"
Felizmente atitudes como as que referi,são como"vozes de burro,não chegam ao céu"!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Rectificação obrigatória
Absolutamente por acaso,visitei o site:"Condeixa a Nova wikipédia-enciclopédia viva" e fiquei abismado com o que li.Confesso não estar muito familiarizado com estas coisas de computadores(burro velho,não aprende linguas, não é assim que diz o aforismo?),mas pensava ser obrigatório o rigor.Porque o texto, além de pobre em estilo literário,em alguns casos falta à mais elementar verdade.Vou tentar fazer a análise:
Quando se descrevem as casas senhoriais da vila(concelho),refere-se o Palácio dos Costa Alemão.Em primeiro lugar,chamar palácio a um solar com aquelas caracteristicas,acho despropositado.E não ficaria melhor dizer"Casa da Família Costa Alemão"?Já à Quinta de S.Tomé,chama-se"casa solarenga",quando se trata de algo mais do que isso.Seria necessário estudar primeiro a história de Condeixa para falar sobre estes temas.E nesse caso era possível dizer Palácio dos Lemos Ramalho, em vez de Palácio dos Sotto Mayor.Mas não ficam por aqui os disparates.Diz o tal site:"as actuais instalações da Câmara também eram um Palácio",sem explicar qual. Que diabo, se até o próprio Município chama à sua casa Palácio dos Figueiredos da Guerra!(quanto a mim erradamente porque o palácio foi mandado construir pelo Conde de Portalegre.Os Figueiredos da Guerra foram seus proprietários, mas a pedra de armas que se encontra sobre o portão,é dos Cabrais).Quanto ao palácio dos Condes de Podentes, sempre foi o Hospício, desde o tempo em que era Convento de Frades Antoninos e não "actualmente conhecido como Hospício".A Pousada de Santa Cristina, nunca foi palácio e muito menos incendiado pelos franceses.Trata-se de um edifício construído de raiz para a função que desempenha.No seu local existiu sim o nobre Paço dos Almadas,propriedade do Conde de Avranches, D. Lourenço de Almada, pai de D. Antão Vaz de Almada, o aclamador de D.João IV.
Quando as tropas francesas de Massena e Ney,na retirada após a derrota nas Linhas de Torres,passaram por Condeixa,destruiram a vila, saqueando e incendiando muitas casas.Curiosamente, o Paço dos Almadas e o Palácio dos Lemos Ramalho escaparam inexplicávelmente à chacina.
Isto é história, baseada em factos reais e fácilmente comprováveis.Lamento profundamente nunca ter aparecido uma entidade oficial para "impor"o rigor histórico.Era o mínimo que se exigia!
Já agora, que tanto se fala(erradamente)nos prédios notáveis,podiam ser referidos:a Quinta da Lapa, o palácio dos Matos,no Sebal Grande, a Casa dos Sás,na Praça da República,a Quinta da Melhora e o Palácio dos Comendadores,na Ega, entre outros dignos de registo.
No final do texto "História" do já referido site, é dito:"actualmente Condeixa é uma vila relativamente desenvolvida,com indústria e comércio próprios.Além disso,beneficiando com a proximidade de Coimbra e Conímbriga".Desde quando Condeixa beneficiou com o facto de existir uma das mais importantes estações arqueológicas da península no seu concelho?
E vem finalmente a referência a personalidades ilustres!Apenas um nome:o do médico escritor Fernando Namora.
Então o Ministro da Rainha D.Maria II,Rodrigo da Fonseca Magalhães,que até foi o responsável pela recuperação do estatuto de Concelho?Lisboa prestou-lhe homenagem,dando o seu nome a uma das mais importantes artérias da capital.E o Padre Dr.João Antunes que embora sendo de Coimbra aqui se radicou e dedicou o saber e a fortuna às artes da vila,fundando uma Escola de Artes e Ofícios e o primeiro Orfeão de caracter popular do país?E Manuel Filipe,professor e artista plástico que doou o espólio à sua vila e agora tem galeria própria na velha Escola Conde de Ferreira?Por falar em artes plásticas,porque omitir teimosamente o nome de António Pimentel,autor do lindo painel de azulejos que adorna a parede do Salão Nobre da Câmara,artista reconhecido no mundo,com obras expostas em Museus e Galerias de Arte francesas,inglesas,brasileiras,etc.?E tantos outros ilustres condeixenses?
É ofensivo reduzir apenas a um nome,um tema que podia constituir verdadeiro rol!
Quando se descrevem as casas senhoriais da vila(concelho),refere-se o Palácio dos Costa Alemão.Em primeiro lugar,chamar palácio a um solar com aquelas caracteristicas,acho despropositado.E não ficaria melhor dizer"Casa da Família Costa Alemão"?Já à Quinta de S.Tomé,chama-se"casa solarenga",quando se trata de algo mais do que isso.Seria necessário estudar primeiro a história de Condeixa para falar sobre estes temas.E nesse caso era possível dizer Palácio dos Lemos Ramalho, em vez de Palácio dos Sotto Mayor.Mas não ficam por aqui os disparates.Diz o tal site:"as actuais instalações da Câmara também eram um Palácio",sem explicar qual. Que diabo, se até o próprio Município chama à sua casa Palácio dos Figueiredos da Guerra!(quanto a mim erradamente porque o palácio foi mandado construir pelo Conde de Portalegre.Os Figueiredos da Guerra foram seus proprietários, mas a pedra de armas que se encontra sobre o portão,é dos Cabrais).Quanto ao palácio dos Condes de Podentes, sempre foi o Hospício, desde o tempo em que era Convento de Frades Antoninos e não "actualmente conhecido como Hospício".A Pousada de Santa Cristina, nunca foi palácio e muito menos incendiado pelos franceses.Trata-se de um edifício construído de raiz para a função que desempenha.No seu local existiu sim o nobre Paço dos Almadas,propriedade do Conde de Avranches, D. Lourenço de Almada, pai de D. Antão Vaz de Almada, o aclamador de D.João IV.
Quando as tropas francesas de Massena e Ney,na retirada após a derrota nas Linhas de Torres,passaram por Condeixa,destruiram a vila, saqueando e incendiando muitas casas.Curiosamente, o Paço dos Almadas e o Palácio dos Lemos Ramalho escaparam inexplicávelmente à chacina.
Isto é história, baseada em factos reais e fácilmente comprováveis.Lamento profundamente nunca ter aparecido uma entidade oficial para "impor"o rigor histórico.Era o mínimo que se exigia!
Já agora, que tanto se fala(erradamente)nos prédios notáveis,podiam ser referidos:a Quinta da Lapa, o palácio dos Matos,no Sebal Grande, a Casa dos Sás,na Praça da República,a Quinta da Melhora e o Palácio dos Comendadores,na Ega, entre outros dignos de registo.
No final do texto "História" do já referido site, é dito:"actualmente Condeixa é uma vila relativamente desenvolvida,com indústria e comércio próprios.Além disso,beneficiando com a proximidade de Coimbra e Conímbriga".Desde quando Condeixa beneficiou com o facto de existir uma das mais importantes estações arqueológicas da península no seu concelho?
E vem finalmente a referência a personalidades ilustres!Apenas um nome:o do médico escritor Fernando Namora.
Então o Ministro da Rainha D.Maria II,Rodrigo da Fonseca Magalhães,que até foi o responsável pela recuperação do estatuto de Concelho?Lisboa prestou-lhe homenagem,dando o seu nome a uma das mais importantes artérias da capital.E o Padre Dr.João Antunes que embora sendo de Coimbra aqui se radicou e dedicou o saber e a fortuna às artes da vila,fundando uma Escola de Artes e Ofícios e o primeiro Orfeão de caracter popular do país?E Manuel Filipe,professor e artista plástico que doou o espólio à sua vila e agora tem galeria própria na velha Escola Conde de Ferreira?Por falar em artes plásticas,porque omitir teimosamente o nome de António Pimentel,autor do lindo painel de azulejos que adorna a parede do Salão Nobre da Câmara,artista reconhecido no mundo,com obras expostas em Museus e Galerias de Arte francesas,inglesas,brasileiras,etc.?E tantos outros ilustres condeixenses?
É ofensivo reduzir apenas a um nome,um tema que podia constituir verdadeiro rol!
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