Com a finalidade de angariar fundos para a construção da nova Casa Paroquial de Condeixa,foi editado um livro,versando vários temas referentes à vila, e subscrito por seis autores.O dinamizador do projecto, Dr. Artur Ângelo Barracosa Mendonça,algarvio de Faro,está radicado em Condeixa e é professor de História na Escola Secundária da Mealhada.
O volume literário,tem prefácio do Bispo de Coimbra,D.Albino Mamede Cleto e foi gratuitamente composto e editado pela Gráfica de Coimbra,Lda.
Espera a organização colocar este livro à venda ainda antes do próximo Natal ou,na impossibilidade,logo no princípio do novo ano.
O público,certamente irá aceitar com entusiasmo a edição,não só pelo fim a que se destina,como ainda pela carência de literatura referente à vila.
Mais não interessa dizer,para despertar a curiosidade nos possíveis compradores da obra em causa.
domingo, 5 de dezembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Praça Nova-Praça Velha
A Praça da República e espaços adjacentes,estão a passar por obras de remodelação,que vão alterar profundamente a paisagem arquitectónica a que nos habituámos, durante quase uma vida.
Com efeito,data do início da década de 1980 a última grande restauração e alteração do local,quando foram eliminadas duas ruas de acesso à Rua Manuel Ramalho(Rua da Água).
Mas a mais importante obra ali realizada ocorreu no final da década de 1920,logo após a Câmara Municipal ter adquirido um velho edifício,pertença dos Viscondes de Alverca,que ocupava o espaço entre a Igreja de Santa Cristina e a actual Rua Dr.Fortunato Bandeira de Carvalho (Rua Direita).
O prédio,como já referi noutro exercício escrito,foi incendiado pelas tropas francesas invasoras no fatídico dia 13 de Março de 1811.Posteriormente,foi reconstruido em parte,mas perdeu o estatuto de residência dos proprietários e passou a desempenhar outras funções.
Acho que é interessante saber como era a Praça de então,com o Palácio dos Sás(Alverca),entre 1811 e o momento em que este foi demolido.
Embora pesem sobre mim demasiados anos,não sou desse tempo e,por isso,vou trascrever o que sobre o assunto relatou o Sr.Ramiro de Oliveira.A sua memória fabulosa, conservada até ao falecimento,bem perto dos 94 anos,permitiu que para nós ficassem testemunhos de uma Condeixa,progressivamente a perder as mais peculiares características.
-"Sobre o Palácio demolido,há alguns pontos que achamos curioso referir,apenas para conhecimento dos que, pelo passado da terra, possam ter algum interesse.
Mais ou menos no alinhamento da Rua Direita com a proximidade da porta lateral da Igreja,erguia-se o Palácio dos Sás,reduzido com o incêndio ateado pelos franceses,a um montão de paredes queimadas,que a solidez da construção conseguiu manter de pé,mais de um século.
Aproveitando a fachada,foram construidos pelo tempo fora, algumas pequenas casas a toda a extensão e cujos moradores(os últimos até à demolição),foram os seguintes:da esquerda para a direita,numa casa que se diferençava da arquitectura do Palácio,mas que era parte integrante do mesmo,vivia no 1º andar o saudoso Padre Dr.João Antunes e,mais tarde,o António Pessa,enquanto o rés-do-chão era ocupado por um armazém da firma Alcobaça & Geraldo,mais tarde Pessa & Araújo.Em seguida e já dentro da estrutura do Palácio,a Pensão da Tia Maria Teresa.Seguia-se uma entrada para o pátio interior,onde havia uma oficina de ferrador,do João Victória(nota minha:quando agora se realizaram escavações,foi encontrado um montão de ferraduras enferrujadas)e a barbearia (aos sábados e domingos),do Manuel Pocinho (Côdea).De novo na frente da Praça,seguiam-se dois talhos,um para venda de carne de vaca,cujos cortadores eram invariávelmente das Chãs e o outro,de carne de carneiro,explorado pelo velho António Fontes.Imediatamente a seguir viviam,numa casa, a Conceição Cuca e na outra,a Maria Bacalhôa,seguidas pela barbearia do Adolfo Leitão.
A parte central,era ocupada pela Pensão Buraca e a a porta seguinte nunca foi ocupada,porque não existia lá qualquer construção.Depois,as duas portas seguintes davam acesso a uma latoaria pertencente a indivíduo de nome Zeferino e, em seguida ao espaço anteriormente ocupado pela Pensão Carvalheira,da D. Glória Carvalheira,existiu até à demolição,um estabelecimento de vinhos do Miguel Rasteiro (Moca).Antes de outro portão de acesso a um pátio,onde sempre existiu a "alquilaria" do sr.João Moita,que teve renome na época como uma das melhores do distrito,existia a oficina de pirotécnia do David de Sousa (David Vila Franca)que,em dezenas de anos,deu um aspecto típico ao "sábado de aleluia",queimando "o Judas",no meio da Praça,anunciando depois com um repique de sinos,o fim da Quaresma.
Finalmente, e já numa estreita casa de costas para a Igreja,viveu também a Henriqueta Cuca.Todas estas pessoas,exceptuando o Zeferino latoeiro,eram naturais de Condeixa e por cá morreram."
Com esta descrição pormenorizada,ficámos a conhecer (e de que maneira!)como era a Praça há oitenta anos.
Não pretendo aqui questionar a actual remodelação,já o fiz noutro local do blogue.Até admito que a Praça possa ficar bonita.Mas é uma beleza modernista que,penso,vai descaracterizar o centro da vila.
Todos temos um pouco de conservadorismo.O meu,manifesta-se na defesa da preservação dos locais mais significativos da minha terra.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Exercício sobre a má-lingua
A condição "sine qua non" de ser português, é ser má-lingua.Honra às excepções!
Dizer mal dos amigos, do país, do clube futebolístico adversário, dizer até mal da família e de si próprio, quando não há mais ninguém à mão, é um exercício que os portugueses praticam com o maior prazer.Os portugueses, comigo incluido, claro,porque honestidade não é só respeitar os bens alheios. Saber admitir os defeitos,por muito que custe ao ego, faz parte de uma prática que deve ser escrupulosamente seguida.
Cá por mim, dou o..e oito tostões por um bom momento de má-lingua. Não é crítica, não senhor, é mesmo "fofoca",como dizem os brasucas.Crítica é outra coisa. Há quem goste de dizer:"crítica construtiva e crítica destrutiva". Nada disso!Não misturar as coisas.A crítica é sempre construtiva!Se eu disser bem de determinada coisa, estou a fazer crítica construtiva, mas se disser mal, já é destrutiva?Bolas para quem pensa assim!Erros toda a gente faz e chamar a atenção para eles, é um acto construtivo.
Por exemplo,as obras que estão a decorrer no centro da vila, são passíveis de contestação.É um direito que assiste a toda a gente.Se são oportunas em tempo de crise,se a Praça bem podia dispensar este desvirtuar radical da sua estrutura,são opiniões válidas, é uma crítica á decisão da autarquia.Tudo bem!Mas se eu disser que o responsável é megalómano,gosta muito de obras de fachada,a decisão vem na sequência de outra Praça que não tem qualquer serventia,já é ser má-lingua!E má-lingua viperina, que ainda é mais!Já para não falar de outra coisa..!Que diabo, o senhor até tem feito obras meritórias,como montes de cimento e tijolo por tudo quanto é sítio.Está bem,toda essa gente só cá vem dormir.Também, não se pode ter tudo!
E dizer que o comércio central vai acabar,porque sem movimento automóvel no perímetro da Praça,as pessoas não frequentam lojas,é maledicência.Andem a pé,que faz muito bem à saúde!Ponham os olhos naqules grupos de pessoas que,depois de jantar percorrem quase em passo de corrida as ruas,a fim de recuperar uma forma física já difícil(ou impossível)de alcançar.A propósito,ainda um destes dias ouvi na TV um "expert"dizer que andar muito após as refeições,faz mal.Mas eles lá sabem!Não é que o passeio sirva para ir pondo a conversa em dia.À velocidade a que se deslocam,até as palavras se perdem.Além do fôlego,claro!
Já agora,mais uma maldadezinha.As escolas dispersas pelo concelho foram reunidas em blocos educacionais,um perto do campo da bola e o outro ao lado da GNR.Até aqui,tudo certo.Mas vamos lá a ver,nos tempos que correm,com tanta malandragem à solta,os encarregados de educação dos alunos optam por ir buscar a suas crianças,de carro,evidentemente.E param onde?Junto ao campo,só se for em cima do passeio.O pior são as multinhas passadas por agentes solícitos.E na Fernando Namora,resolveram pintar faixas amarelas junto aos passeios,que é como quem diz,quem for buscar os miúdos,estaciona a milhas de distância.
Agora também fiquei com um raio de um dilema:isto é crítica,ou má-lingua?Não há dúvida,é má-lingua.Então eles não sabem o que fazem?Por isso é que o povo os escolheu!Ou não foi?Sei lá,isso agora não importa.Antes que me perca em filosofias baratas,deixem-me praticar mais um pouco de acupunctura,quer dizer,espetar mais algumas agulhinhas(não doem,pois não?).Agora que o trânsito se faz com muita dificuldade dentro do burgo,é que damos valor à circular.Isto é,daríamos, se ela não fosse cair no labirinto do mercado às terças e sextas e numa vereda com trânsito nos dois sentidos,quando nem um comporta.Pronto,de novo a história da Praça!Será que não era mais bem empregue o dinheiro lá gasto,na melhoria de acessos à vila?Pergunta inocente.Sim,porque eu não sou "fofoqueiro".Quer dizer, se calhar,até sou.Pelo menos comecei logo por confessar esse pecado!
Dizer mal dos amigos, do país, do clube futebolístico adversário, dizer até mal da família e de si próprio, quando não há mais ninguém à mão, é um exercício que os portugueses praticam com o maior prazer.Os portugueses, comigo incluido, claro,porque honestidade não é só respeitar os bens alheios. Saber admitir os defeitos,por muito que custe ao ego, faz parte de uma prática que deve ser escrupulosamente seguida.
Cá por mim, dou o..e oito tostões por um bom momento de má-lingua. Não é crítica, não senhor, é mesmo "fofoca",como dizem os brasucas.Crítica é outra coisa. Há quem goste de dizer:"crítica construtiva e crítica destrutiva". Nada disso!Não misturar as coisas.A crítica é sempre construtiva!Se eu disser bem de determinada coisa, estou a fazer crítica construtiva, mas se disser mal, já é destrutiva?Bolas para quem pensa assim!Erros toda a gente faz e chamar a atenção para eles, é um acto construtivo.
Por exemplo,as obras que estão a decorrer no centro da vila, são passíveis de contestação.É um direito que assiste a toda a gente.Se são oportunas em tempo de crise,se a Praça bem podia dispensar este desvirtuar radical da sua estrutura,são opiniões válidas, é uma crítica á decisão da autarquia.Tudo bem!Mas se eu disser que o responsável é megalómano,gosta muito de obras de fachada,a decisão vem na sequência de outra Praça que não tem qualquer serventia,já é ser má-lingua!E má-lingua viperina, que ainda é mais!Já para não falar de outra coisa..!Que diabo, o senhor até tem feito obras meritórias,como montes de cimento e tijolo por tudo quanto é sítio.Está bem,toda essa gente só cá vem dormir.Também, não se pode ter tudo!
E dizer que o comércio central vai acabar,porque sem movimento automóvel no perímetro da Praça,as pessoas não frequentam lojas,é maledicência.Andem a pé,que faz muito bem à saúde!Ponham os olhos naqules grupos de pessoas que,depois de jantar percorrem quase em passo de corrida as ruas,a fim de recuperar uma forma física já difícil(ou impossível)de alcançar.A propósito,ainda um destes dias ouvi na TV um "expert"dizer que andar muito após as refeições,faz mal.Mas eles lá sabem!Não é que o passeio sirva para ir pondo a conversa em dia.À velocidade a que se deslocam,até as palavras se perdem.Além do fôlego,claro!
Já agora,mais uma maldadezinha.As escolas dispersas pelo concelho foram reunidas em blocos educacionais,um perto do campo da bola e o outro ao lado da GNR.Até aqui,tudo certo.Mas vamos lá a ver,nos tempos que correm,com tanta malandragem à solta,os encarregados de educação dos alunos optam por ir buscar a suas crianças,de carro,evidentemente.E param onde?Junto ao campo,só se for em cima do passeio.O pior são as multinhas passadas por agentes solícitos.E na Fernando Namora,resolveram pintar faixas amarelas junto aos passeios,que é como quem diz,quem for buscar os miúdos,estaciona a milhas de distância.
Agora também fiquei com um raio de um dilema:isto é crítica,ou má-lingua?Não há dúvida,é má-lingua.Então eles não sabem o que fazem?Por isso é que o povo os escolheu!Ou não foi?Sei lá,isso agora não importa.Antes que me perca em filosofias baratas,deixem-me praticar mais um pouco de acupunctura,quer dizer,espetar mais algumas agulhinhas(não doem,pois não?).Agora que o trânsito se faz com muita dificuldade dentro do burgo,é que damos valor à circular.Isto é,daríamos, se ela não fosse cair no labirinto do mercado às terças e sextas e numa vereda com trânsito nos dois sentidos,quando nem um comporta.Pronto,de novo a história da Praça!Será que não era mais bem empregue o dinheiro lá gasto,na melhoria de acessos à vila?Pergunta inocente.Sim,porque eu não sou "fofoqueiro".Quer dizer, se calhar,até sou.Pelo menos comecei logo por confessar esse pecado!
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